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sexta-feira, 6 de agosto de 2010

O anacronismo bipolar.


Quais valores até hoje perduram de eras clássicas, como a grega e a sua democracia, na qual mulheres e estrangeiros eram excluídos de participarem da vida política? E da romana, em que o poder ditatorial Juliano foi instaurado? E do poder do papado e sua igreja medieval ou, por que não, do recente, o fascismo de uma Alemanha que se deixou convencer por um austríaco, e, sem esquecer-se de citar, do Brasil e a já conhecida frase “Bons tempos da “ditabranda”?
São questões como essas, que fazem das pessoas retrógradas, ao utilizarem-se do anacronismo para suas reflexões, pautadas em valores atuais.
Ou seja, o anacronismo defini-se pelo erro em colocar determinados assuntos, fatos que não está de acordo com a época, aparece sempre quando pessoas, eventos, objetos, costumes, sentimentos, pensamentos ou outras coisas que pertencem a uma determinada época são retratados em outra época. Anacronismos podem ocorrer em um relato narrativo ou histórico, numa pintura, filme ou qualquer meio. Como exemplo, no caso da pintura, O grito do Ipiranga de Pedro Américo ou colocar em filme medieval um celular.
Entretanto, até que ponto o anacronismo é bom ou ruim? Pensando nisso, tentarei de forma clara e sucinta levantar seus pontos apropriados e seus antônimos para esclarecer essa questão, de uma vez por todas, ou até que alguém com maior massa cefálica (ou tutano, como diria meu avô) consiga explanar melhor tais referências aqui apresentadas.
Saudosistas de plantão diriam que “bons tempos foram os da ditadura”. Em que medida ela, realmente, foi benéfica para o povo, se pensarmos em uma educação na qual o respeito ao professor era grande? Sim, talvez ela tenha sido favorável, além do que o aluno deveria ter boas notas, não sendo total culpa do professor se ele (o aluno) não tivesse o rendimento esperado. O que vemos hoje é uma anti-educação, onde o Estado e seu sistema falho, em desacordo com a humanização, dedica-se, ainda que de maneira velada, cada dia mais à “poluitização” das mentes, dos salários, da mídia, dos professores, que mal sabem a diferença entre ser educador/professor.
Porém, não quero aqui fazer apologia ao sistema ditatorial brasileiro, que isso fique bem claro em sua leitura, mesmo que se pensarmos em democracia veremos que ela não passou de uma simples palavra exposta em livros da então matéria “Estudos Sociais” durante esse período. A ideia principal é discorrer sobre as análises anacronicas totalmente pautadas em valores atuais.
Hoje em dia, ouvimos “lindas” frases, como: “Mas, na minha época não existia isso”, “Na minha época era diferente”. É certo que, épocas atrás, o número de habitantes era menor, não existia tanta movimentação, e a população estava mais preocupada com sua família. Todavia, tentar contextualizar os fatos do passado e ou trazê-los aos dias presentes e com isso julgá-los a partir da contemporaneidade, seria o mesmo que citar: “Os dinossauros viveram na mesma época que os Homo sapiens”.
Tudo bem que não devemos nunca pensar no futuro sem antes analisarmos o passado, para que assim tiremos lições e interpretações.
Então, a partir destes pressupostos, como deveremos nos comportar diante desse possível encontro espaço/tempo em desacordo? Bem, o primeiro ponto a esclarecer é que antes de analisarmos um e/ou outro fato passado para compreendermos o presente ou, quem sabe, o futuro, precisamos nos desprender dos valores existenciais em nossas mentes/vidas, muitas vezes acrescidos pela mídia globalizada, para que não continue existindo o chavão mais anacrônico – “sempre foi assim!”.







quinta-feira, 15 de julho de 2010

Arte na Política...


Poesia apresentada no curso de Latu Sensu em História: Educação, Relações Sociais e Cultura, sobre o Governo ditatorial brasileiro vigente de 1964 ao ano de 1985.

Tudo começou com um olhar sedutor
A sabedoria institucionalizada me ganhou
Era diferente,
Tudo tinha um ar de divindade salvadora

Ah como era bom
Sua beleza, astúcia, conjuntura educacional, política e social
De encontro aos mesmos ideais

Ah sistema, ah estado, ah mundo
Ah enjoou, ah falta de conhecimento

Assistem à ironia no raiar da falsidade

Mas sinto por você
Que aos poucos se mostrou
Pois do egocentrismo se apossou

Por que tanto conhecimento?
Porque tanta falta de cooperação?
Não somos do mesmo mundo?
Não defendemos a mesma estrutura?
Porque esse governo paralelo?

Senti-se bem?
Posso servir um chá?

De onde vem tanto ciúme?
Não fizemos certo?
Erramos?

Não adianta esconder
Sois as pedras mais pesadas que temos a carregar

Tentam nos mostrar o que não sabem
Qual o real papel da institucionalização dessa educação pregada pela visão entre paredes?
Ou vão dizer que os fins justificam os meios

Não esqueçam...
No mundo existe associações de proletariados....

 Assistem à ironia no raiar da falsidade.

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Sênior na Vida....

Buenas noite personas...
Hoje postarei um belo pensamento, cuja autora não sei...
Mas posto pelo fato de ter recebido de uma pessoa importantíssima...
Obrigado pela força Cíntia, essa é pra você...



Quem é mestre na arte de
viver distingue pouco entre o
trabalho e o seu tempo livre, entre a
sua mente e o seu corpo, a sua
educação e a sua recreação, o seu amor
e a sua religião. Dificilmente sabe o que
cada coisa vem a ser.
Persegue simplesmente a sua visão de excelência
em qualquer coisa que faça, deixando
aos outros decidir se está trabalhando
ou se divertindo. Ele pensa sempre
em fazer ambas as coisas juntas.

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Poemas, Poesias e afins...

Se tem algo que gosto muito além de todas as outras já citadas aqui no meu blog é Poemas e Poesias, não necessariamente nesta ordem.
Lembro-me perfeitamente de minha professora de português e suas aulas que as vezes eram chatas e outras fantásticas. Chato porque é certo que quase ninguém gostava de suas aulas de gramáticas e, eu não era exceção a regra, mas fantásticas porque era fascinante vê-la recitar, contar histórias e falar de autores como Gonçalves Dias, Luís Vaz de Camões e tantos outros que futuramente dedicarei meus posts.
Mas hoje faço homenagem tanto a minha amada professora de português Eliana Beneti, quanto a maravilhosos autores da literatura brasileira e portuguesa respectivamente.


Gonçalves Dias - Canção do exílio


"Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá;
As aves que aqui gorjeiam,
Não gorjeiam como lá.

Nosso céu tem mais estrelas,
Nossas várzeas têm mais flores,
Nossos bosques têm mais vida,
Nossa vida mais amores.

Em cismar, sozinho, à noite,
Mais prazer encontro eu lá;
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá.

Minha terra tem primores,
Que tais não encontro eu cá;
Em cismar - sozinho, à noite -
Mais prazer encontro eu lá;
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá.

Não permita Deus que eu morra,
Sem que eu volte para lá;
Sem que desfrute os primores
Que não encontro por cá;
Sem qu'inda aviste as palmeiras,
Onde canta o Sabiá."


Camões – Amor é fogo que arde

Amor é fogo que arde sem se ver;
É ferida que dói e não se sente;
É um contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer.

É um não querer mais que bem querer;
É um andar solitário entre a gente;
É nunca contentar-se de contente;
É um cuidar que se ganha em se perder.

É querer estar preso por vontade
É servir a quem vence o vencedor,
É ter com quem nos mata lealdade.

Mas como causar pode seu favor
Nos corações humanos amizade;
Se tão contrário a si é o mesmo amor?

sábado, 24 de abril de 2010

Elaborando um Relatório de Análise de Filme

Continuando a falar sobre filmes e projetos que professores podem utilizar, disponibilizarei aqui em meu blog uma possibilidade de trabalho que talvez possa ser de grandioso processo de ensino e aprendizagem no ambiente educacional, a já visto que atualmente os educandos adoram tanto a TV como os próprios cinemas, ponto de encontro de muitos jovens e adolescentes.

Outro ponto importante a salientar é que os professores não precisam se apegar as salas de cinemas, mesmo porque na maioria dos casos os alunos não possuem o “Money” suficiente, para isso passe um filme que vai passar na TV mesmo, o que se torna um ponto a mais para análise em conjunto com os alunos do porque aquela ou está emissora estar passando determinado filme.

Enfim, são inúmeras a probabilidades de trabalhar o conhecimento, reflexão, intuição, idéias e por ai vai.....

Abaixo fiz um pequeno esboço do filme Educação que assisti recentemente.





Nome do Filme:

Educação (2010)

Descrever:

O filme é ambientado em Twickenham, um subúrbio de Londres.

Enredo:

O filme é ambientado nos anos 60, mais precisamente em Londres do ano de 1961, conta a história da garota Jenny Carey, interpretada pela atriz Carey Mulligan. Janny tem 16 anos de idade vive com a sua família. Estudante, inteligente e ao mesmo tempo entediada com a situação em que vive, enquanto adolescente, uma vez que presenciamos nesta época a influência pelas idéias de liberdade de uma geração denominada rebelde – não que esse fosse o caso de Jenny – que sonhava um dia viajar para Paris, e conhecer sua arte, vida e músicas de Juliette Greco, sua cantora francesa favorita.

Seu pai em especial, alimentava a ambição que sua filha tinha que estudar em Oxford, e para isso segundo sua visão fazia o possível para que esse seu sonho paternalista se tornasse realidade.

É quando em um encontro “inusitado” Jenny conhece Davi, homem conhecedor das artes clássicas, músicas, e sua tão sonhada França. Ao se relacionar com Davi, Janny abre os olhos para novas oportunidades que antes não poderá conhecer, a fazendo refletir sobre a atual situação que tinha enquanto jovem e a dos seus novos amigos, assim como a do Davi.

Seduzida por um homem mais velho, que a mostra o mundo segundo sua ótica, a jovem descobre coisas que não deveria sobre a vida de seu mais novo “amor”, o que a coloca em uma situação embaraçosa entre duas soluções fatais, ambas difíceis, seguir sua tediosa vida de uma educação formal ou preferir a nova vida, deixar os estudos de lado por um determinado tempo e seguir a aprendizagem que a vida oferece?

Depois de conhecer Paris e os atrativos da vida adulta e burguesa, Davi resolve pedir Jenny em casamento, o que segundo a família era uma boa opção, mesmo deixando de lado um pouco os estudos.

Jenny passa de uma garota entediada da escola e da família, de olhos brilhantes, a uma sofisticada senhora jovem. Talvez o que exista em demasiada seja o fato de possuir lugares comuns, o que nos trás a realidade, e o fato desses relacionamentos serem e existirem com maior freqüência.

Percebesse também no filme o fato do antes já citado: paternalismo de uma sociedade inglesa, que se ambientado no século 20, não perdeu seus dogmas, e visões egocêntricas, uma vez que o pai de Jenny prefere seu casamento, à formatura, assim como os estudos em importante centro acadêmico.

No decorrer do filme, a ingênua garota descobre que Davi é um homem casado, e que ao contrário do que ela pensava, ele morava perto de sua casa, assim como se envolvido em outros relacionamentos com garotas, deixando às grávidas e sumindo.

Em um ato de humildade pede para que a aceitem de volta no colégio, na busca pela reabilitação dos estudos e, a tentativa de conseguir a tão sonhada carta de aceitação em Literatura Inglesa da Oxford. Com a ajuda de sua antiga professora, Jenny, volta aos estudos com firmeza, o que a faz alcançar a aceitação na universidade.

Cenários:

O filme se passa em torno do ano de 1961, mais especialmente no bairro de Twickenham, subúrbio de Londres, o ambiente educacional do colégio de Jenny, ambientes clássicos, redutos de artes, e por ultimo Paris, que além de conhecer era alvo dos inumeros pensamentos de Jenny.

Cenas que mais chamaram a atenção:

O paternalismo do pai de Jenny que almejava ver sua filha em uma universidade de renome, entretanto, muda de opinião ao sentir a possibilidade de ver sua filha casada e, seus cumpridos diálogos, se não recheados de retórica, elucidante ... “é por causa de pessoas como você que me debruço sobre ensaios ignorantes de Sandra Lovell sobre seu pônei...”, “Você sabe que os judeus mataram nosso Deus?... e a senhora sabe eu suponho que nosso Deus era judeu... Não seria o que fazemos antes o que contaria?... Agora não é o bastante nos educar, tem que nos dizer porque está fazendo isso... isso é uma discussão que merece um ensaio”.

Argumentos:

Qual a real mensagem do filme? Bem, se pensarmos realmente na reflexão assídua da formação escolar e acadêmica, ao contrário da aprendizagem da vida, percebesse que esse ultimo aspecto pode ser sim enganador e que a educação é sim dentre todas a melhor escolha a se tomar, diante de dilemas que a vida oferece “gratuitamente”.

Contribuições do filme para a sua vida profissional:

Vida pessoal e profissional está continuamente se confundindo. É está à questão que o filme mostra bem, uma vez que a protagonista se encontra entre duas opções de vida, uma acadêmica outra pela aprendizagem que o mundo oferece. E se pensarmos em educação, por mais que os valores atuais dizem que a educação é um sistema fadado há muito tempo a mediocridade e posteriormente falência, ainda creio, no mais intimo desta instituição, que não serve simplesmente ao “ensino”, mas sim através da dialética na busca por melhorias de uma sociedade mais justa e igualitária.

sexta-feira, 9 de abril de 2010

História da Cigarra e da Formiga em "Tempos Modernos'


A formiga, pobre coitada da classe proletariada brasileira, trabalhava arduamente o tempo todo, debaixo de um calor arrasador, um chefe miserável, tipo o Darth Vader, durante todo o verão e outono, construindo a sua própria casa com a ajuda da comunidade que em troca do auxílio pra encher a laje, uma feijoadinha, pois ninguém é de ferro, fora isso ela armazenava mantimento para agüentar o inverno no caso de tempestades e alagamentos que se porventura viesse a acontecer.

Todo dia a mesma rotina, de ônibus lotado, lotação abarrotada, sem falar na estimada frase do cobrador - “Ta vazio”, “aperta aí gente”, “todo mundo precisa trabalhar”, “Da um passinho pra trás ai gente” (colaboração da Tamiris) – Era uma vida difícil, de impetuosas agitações pra sobreviver, coitada da formiga, matava um leão a cada dia.
A cigarra que não era boba nem um pouco, curte a vida na maior pagodeira, vive cada dia como se esse fosse o último, refletia ela que a formiga era uma estúpida por se preocupar em trabalhar tanto assim, dançava um sambinha, assistia um futebolzinho, fazia aquela algazarra com os amigos e amigas na balada, brincou durante o verão e outono todo. 

No entanto, como a vida da suas volta e voltas, chega o tenebroso inverno, e a maldita da folgada cigarra convoca uma coletiva de imprensa brasileira e estrangeira para denunciar a situação em que vive, querendo saber o porquê da formiga está tão bem protegida, aquecida e alimentada, enquanto outros como ela mesma sofrem com frieza do tempo e fome no estomago.
Tv Globo com Uillian Boné e Fátima Sãobernades, Rede Record com Celsinho Zucatevez, Band com Da antena, Rede TV com Marcelo Repriende, se apresentam para transmitir imagens ao vivo da pobre cigarra, completamente transfigurada pela frieza do tempo e pela fome no estomago, ao mesmo tempo em que passam outras imagens da formiga na sua casa bem confortável e com a mesa cheia de boa comida. Assim como emissoras estrangeiras, BBC de Londres, NBC dos Estados Unidos, CNN em Espanhol e uma Tv por assinatura que não lembro o nome.

No Brasil Doente, Da antena exclama – “Passa pro Hamilton, eu quero imagens ao vivo do alto, esses políticos ladrões, essa cambada de safados que não fazem nada, cadê a polícia, por que ela não faz nada, cadê você Serra, Alckimim e Kasab, mostra eles... mostra eles, isso é da um tapa na cara da sociedade, é um absurdo”

No Record de Notícias más, Celsinho Zucatevez, manda a repórter entrar na casa da formiga e pedir explicações, do porque ela ter trabalhado tanto e não ter dividido nada com a pobre cigarra, ao mesmo tempo que vai passando imagens da cigarra e da formiga brincando juntas quando elas eram crianças.

Celsinho Zucatevez fala – “Olha gente, ao vivo, só aqui no Record de Notícias más, você está assistindo isso, é exclusivo, eu disse exclusivo, mostra tudo vai, coloca na tela, é uma situação das mais complicadas – Uma Cigarra pedi uma coletiva de impressa pra mostrar a situação em que vive, e a formiga não faz nada, eu disse que ELA NÃO FAZ ABSOLUTAMENTE NADA, é incrível essa situação.

Na Rede TV, Marcelo Repriende que agora mudou de emissora, mas nesta história ele continua na Rede TV e ponto, começa a relinchar.

Cooooooooorta pra mim, eu disse coooooorrrrrttttaaa pra mim, é incrível, pááááááára com tudo, senhoras e senhoras, vamos agora mostrar uma história realmente complicada, a história até parece um conto de fabulas, mas é a vida, mais real que sapo na lagoa. Uma formiga que trabalhou muito, durante todo o verão e outono, sua comida tão suada ela conquistou, e agoooooooorrrrrraaaa não quer dividir com a pobre cigarra transfigurada pela frieza do tempo e pela fome no estomago que não trabalhou, mas que agoooooorrrrraaaaaaa precisa tanto de comida, cadêêêêêêêêê o senhor presidente, vamos resolver isso senhoreeeeeesss políticos.

No Jornal National da rede globo com Uillian Boné e Fátima Sãobernadestias jornalisas expressam suas emoções ao falarem do caso formiga versus cigarra.

Uillian Boné – “Boa noite”
Fátima Sãobernades – “Boa noite”
Uillian Boné – “Caso cigarra versus formiga”
Fátima Sãobernades – “Formiga diz ter avisado cigarra sobre ter que trabalhar”
Uillian Boné – “Cigarra nega que a formiga não avisou nada”
Fátima – “Esportes”!!!

A situação realmente estava conturbada, pois a cada momento aparecia parentes da cigarra, avó, o avô, tias e tios, primos e primas, irmãos, pais e familiares que antes a cigarra nem conhecia para acusar a formiga de desumana.

As emissoras estrangeiras repercutiam os acontecimentos internacionalmente. A BBC de Londres, dizia que era tudo culpa das políticas públicas, de um país que há 500 anos tentava crescer, por conseguinte, a população sofria com escândalos e fraudes de seus políticos, que herdaram dos portugueses os mesmos sintomas da covardia.

A NBC dos Estados Unidos mencionava o fato do Brasil está precisando da ajuda americana, em pontos como ajuda militar para acabar com a fome das cigarras e repressão dos bandos de formigas que detinham toda a comida.

A CNN em Espanhol mencionó que el hecho del Brasil está necesitando alasistente americano, en puntos como ayuda militar para acabarlos con el hambrelos zumbadores y los bandos de la represión ellos de hormigas eso retuvo todo elalimento.

Uma TV por assinatura que não lembro o nome faz grande alarde sobre o caso animal. Uma Tv por assinatura que não lembro o nome – “Só aqui você conhece quem está com a verdade, assine!! ligando para 0900-123456789. Durante dias não se fala de outra coisa. Todo e qualquer canal de TV, emissora de rádio ou site da internet mencionava o caso enfaticamente.

O Ministro da agricultura Wagner Rossi dizia que o Brasil nunca esteve tão bem com relação à produção de alimentos, e culpava o ministro do planejamento Paulo Bernardo por não planejar direito, que por sua vez culpava Guilherme Cassel pelo mau desenvolvimento agrário brasileiro. 

Por conseguinte José Serra aparece num programa especial da Rede Globo – porque não poderia ser outra - com um ar de descontentamento, repetindo sem parar, que fará tudo o que está ao seu alcance para ajudar a pobre cigarra, e que se eleito para presidente da república fará o mesmo para todo Brasil. O então político ainda discursa que está miserável cigarra é uma vítima da má política dos governos anteriores – no caso Lula. 

Nas igrejas e igrejinhas locais e distantes, de grandes a pequenas de evangélicas, católicas, budistas, maçonaristas, muçulnaristas...ops... desenvolvia-se todo os esforços possíveis para angariar fundos de todo tipo, para que a pobre cigarra transfigurada pela frieza do tempo e pela fome no estomago pudesse viver com alguma dignidade se é que ainda possuía.

Algumas ONG’s abriram contas no Bradesco, Itaú, banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Nossa Caixa, Santander, Banco Real, Bamerindos, Banespa, Safra, Bic...., para qualquer pessoa com sensibilidade, efetuar um depósito, contribuindo com qualquer quantidade de dinheiro.

Enquanto isso o alarde das mídias continuava. E a formiga começava a se sentir meio que culpada só por ter mandado a maldita cigarra trabalhar.

Soninha Francine, subprefeita da Lapa e partidária do PPS em uma entrevista a Serginho Grosmam, Gosmam, Gosma, Goisman...ah si lá o sobrenome dele, e não me interessa, continuemos.... as tantas da madrugada, diz que a formiga enriqueceu à custa da cigarra, resultado de uma gestão danosa do Sistema Capitalista, que sempre prejudicou os mais necessitados, e apela ao Presidente Luis Inácio Lula da Silva para que seja criado um aumento significativo do IPPCTPFTFE (Imposto Para Pobre Cigarra Transfigurada Pela Frieza do Tempo e pela Fome no Estomago), através de movimentações bancarias de todas as formigas existentes no país, brasileiro ou estrangeiro, natural ou naturalizado, pois desde os primórdios se sabia que as formigas enriqueciam as custas da comunidade cigaral, e com isso nunca pagavam os devidos impostos. 

Finalmente em uma aparição emocionada em público, o PT e o PSDB, Lula e Serra respectivamente, menciona o fato de já existir uma Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, que iria desenvolver um programa chamado "Igualdade Econômica e Ações Anti-Formiga", com efeitos já para o próximo verão, o que obrigava a formiga a pagar os novos impostos.

Como a formiga não estava preparada para pagar, a sua casa foi confiscada pelo Governo. O mesmo advogado que tentou livrar as caras dos Nardones representava a cigarra, e apresentou no tribunal um processo contra a formiga, por abuso pela pobre cigarra ter sido transfigurada pela frieza do tempo e pela fome no estomago e por fugir dos deveres enquanto cidadã.

Como é de costume a formiga que tanto tinha trabalhado e avisado a cigarra de que deveria também trabalhar, perdeu a causa na justiça, até aqui tudo “normal” dizia à formiga que ainda mencionava o fato de acreditar na justiça humana e principalmente brasileira. Um mês após o caso a formiga tinha desaparecido e ninguém mais falava no caso formiga versus cigarra.

Moral da história: Tire suas próprias conclusões.


quinta-feira, 1 de abril de 2010

Kandinsky e as formas

Aproveitando o momento em que estou postando trabalhos ou projetos, que executo no ambiente educacional de informática da escola em que exerço a função de mediador de informática, resolvi postar também alguns trabalhos executados pelos alunos.

Recentemente os alunos realizaram uma prova, em que nela continha uma obra de Kandinsky, aproveitando o ensejo, como os alunos eram de 1º anos, no ambiente educacional coloquei-os no Paint, para que pudessem representar as formas geométricas que encontrassem na obra do artista.

Confiram os resultados.











sexta-feira, 26 de março de 2010

Vidas Secas – Graciliano Ramos




Narrando a vida sertaneja, as dificuldade da caatinga brasileira, falta de água, comida e acomodações o filme de Nelson Pereira dos Santos “é lindo” e maravilhoso por mostrar cenas da vida sertanista.
Ao indagar sobre as problemáticas que o filme transmite, refletimos no âmbito de uma realidade ainda existente, e, de conjuntura política, econômica e social brasileira. Que no sentido amplo das cenas são mostradas e sentidas por aqueles que possuem percepções aguçadas diante da micro história.

Fabiano, vaqueiro, é o chefe da família dos retirantes nordestinos.

Sinhá Vitória, mulher de Fabiano é quem possui mais conhecimentos que o cônjuge, seu sonho é um dia ter uma cama igual à do seu Tomás da Bolandeira, sempre evocado na narrativa como sinônimo de homem sábio.

Os meninos pouco aparecem quanto à questão de fala, restringindo-se por muito tempo a grunhidos.

Baleia, o personagem mais curioso do filme, é uma cadela que tem importante papel no drama sertanejo.

Seu Tomás da Bolandeira, tido como exemplo de homem, possuindo grande conhecimento.

O soldado amarelo, assim como o fiscal da prefeitura e o dono da fazenda, são retratados como rivais ou detentores da opressão.
Este último, pelo fato de ser chamado de Amarelo, penso, será que Graciliano Ramos quis fazer uma analogia com o poder governamental e sua opressão a região nordestina? Isso não sabemos, mas nunca podemos dizer que não.

Vale a pena conferir, se não o filme pelo fato de ter sido feito em 1963 e não estar mais disponivel no mercado, o livro sim.





























sábado, 6 de fevereiro de 2010

Futebol Arte

Eu sou declaradamente apaixonado por futebol e se tiver passando jogo da 5º divisão do futebol maranhense ou japonês paro com tudo que estou fazendo para assistir, mas se tem algo que me deixa indignado é assistir futebol cavalo, anta, burro, jogador metido a lutador de judô, karatê, boxe ou até mesmo lutador de vale tudo, mas convenhamos às vezes sai cada imagem que chego a pensar “Meu Deus me perdoa por estar assistindo essas coisas absurdas” de tão engraçada que é, mas deixemos a conversa de lado e partamos para as imagens. Bom proveito.